Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

BRAGA - Rot. 6ª parte

6ª Parte Daqui saímos pela rua da Fábrica e penetramos na Rodovia, onde se encontra a ZONA DESPORTIVA com os seus campos para a prática de desporto amador - futebol, voleibol, ténis, diversão e onde também se encontram piscinas cobertas e aquecidas e ao ar livre. Um pouco mais à frente deparamos com a moderna ESCOLA CARLOS AMARANTE Escola Secundária de Braga com o seu pavilhão gimnodesportivo e pouco depois outra escola secundária, a DONA MARIA SEGUNDA inicialmente dedicada só ao ensino de meninas mas que agora passou a mista. Possui também um pavilhão e terrenos para a prática de desporto. Retornando vamos até ao cruzamento da Avenida 31 de Janeiro (Gavieiras) onde logo no início encontramos a sede da Delegação Distrital de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa. Prosseguindo avenida abaixo, viramos no primeiro cruzamento à direita para encontrarmos outra escola secundária, a ESCOLA ANDRÉ SOARES nome escolhido do grande arquitecto amador bracarense que entre outras obras nos deixou o Palácio do Raio, o Paço de D. José de Bragança, a Igreja dos Congregados, a Capela de Santa Maria Madalena, na Falperra, o nicho de Nossa Senhora da Torre, a Casa do Rolão, o Arco da Porta Nova, (todas estas atribuídas ao risco de tão profícuo arquitecto) e ainda a documentada Casa da Câmara de Braga. Voltando à Avenida 31 de Janeiro e ao mesmo cruzamento, mas agora virando para a esquerda, encontramos os modernos edifícios da A.R.S. e ainda o novo tribunal, um anseio de muitos anos que movimentou vários bracarenses e que só agora se concretizou. Ultrapassada a ponte sobre o rio Este subimos a Avenida Porfírio da Silva, até ao Bairro Duarte Pacheco, um bairro de habitações económicas, construído e inaugurado nos últimos anos da década de 30 deste século e agora completado por um novo loteamento da Cooperativa Bracara Augusta. Aqui chegados vamos encontrar num cômoro, já na Via da Falperra, uma pequena ermida para atingir a qual se sobe por um pequeno declive que parte de um singelo cruzeiro. Trata-se da CAPELA DE SANTO ADRIAO DA CORRICA uma pequena ermida reconstruída em 1576, como reza a legenda que encima a sua renovada porta principal que diz: ANTÓNIO SOBRINHO TEIXEIRA (que foi vereador camarário) A MANDOU CONSTRUIR (reconstruir) ANO DE 1576. Segundo o Prof. Doutor Padre Avelino de Jesus Costa, no seu valioso trabalho, D. Pedro, 1º. Vol., p. 312, já existia naquele local um templo e que, quanto a nós, deveria ser românico, não só pela data referida mas também porque no seu interior tem vestígios de arcos e construção desse período. Como todas as pequenas capelas da época, tem alpendre sustentado por colunas assentes num soco que sobressai do piso. Estes alpendres serviam para dar uma maior capacidade ao templo. Descendo o declive podemos subir ao miradouro do PICOTO por uma via empedrada, de fácil acesso para um automóvel, e do cimo do qual se abarca quase a Braga inteira, desde o Bom Jesus a Montariol, Sameiro e Falperra, vale do Este e a Avenida da Liberdade a seus pés, a colina da Cividade, as torres de todos os templos que se sobressaem no panorama deslumbrante que aquela elevação nos proporciona e nos mostra. Uma cidade nova que de onde em onde ainda se notam as marcas dos velhos e venerandos edifícios de outras épocas. Também o Estádio, mesmo o seu lado, e de que falaremos adiante, se apresenta numa perspectiva global. Voltando ao sopé do Monte Picoto vamos encontrar um portão de acesso à QUINTA DE SANTO ADRIAO com portão armoriado por um brasão dos meados do século XVI, segundo Vaz-Osório da Nóbrega, em Pedras de Armas e Armas Tumulares», e que são as armas dos Pimentéis. Ao seu lado, no muro da entrada do portão, encontra-se uma fonte chamada de Santo Adrião, encimada pela Cruz Arcebispal, tendo ao lado dois coruchéus. Uma carranca e um tanque completam esta fonte que, conforme descreve o livro de Tombos dos Bens do Senado da Câmara, 1737-1738, é pertença da municipalidade. Deixando para trás este conjunto e prosseguindo na caminhada vamos encontrar uma rua que dá acesso á ESCOLA ALBERTO SAMPAIO nome atribuído a este estabelecimento de ensino, em homenagem ao sábio, arqueólogo, investigador e escritor vimaranense que teve os seus principais trabalhos reunidos num volume, postumamente «Estudos Históricos Económicos», reunidos por seu sobrinho e que versa assuntos como as «Povoas Marítimas», «Vilas do Norte de Portugal», etc. Se guindo encontramos o oratório do SENHOR DO BOM FIM que apresenta uma imagem de Cristo Crucificado, em madeira, encerrado numa alpendrada envidraçada, e que ali foi colocado em 3 de Julho de 1888, portanto já depois de ter sido aberta a nova estrada para Guimarães, pela Morreira. Dirigimo-nos agora para o PARQUE DE SÃO JOÃO DA PONTE recinto de recreio e lazer, onde frondosas árvores proporcionam, pela sua sombra uma agradável fresca nas tardes calmosas de verão. Ao centro um coreto, meio abandonado e estragado por vândalos que não respeitam o que é de todos nós. Nos frisos ainda se podem ver, mutilados por pedradas do rapazio, uns belos azulejos beile êpoque. Quando se desfez o Convento dos Remédios, muitas das pedras que lhe pertenciam ali foram parar, servindo hoje algumas para bancos e mesas e as colunas foram aproveitadas com os pináculos para embelezarem o recinto. Também lá foi colocada a coluna que serviu para suporte do Senhor da Saúde, que D. Diogo de Sousa mandou colocar perto da Sé e que em tempos esteve no Campo das Carvalheiras encerrado numa vitrine envidraçada e coberta por um alpendre. A imagem do Senhor da Saúde, em pedra colorida está colocada num altar na Capela de São João da Ponte, capela de que também nos ocuparemos. A verga da porta principal do Convento dos Remédios estava arrumada num dos extremos e nela se podia ver a data de 1526. A esquerda da capela está uma escultura, popularmente conhecida pelo DIABO MANQUINHO e que pertencia ao Paço de D. José de Bragança e parece querer representar um bobo que servia para divertimento do arcebispo e da sua corte e família. Vários capitéis, coríntios uns e outros barrocos, alguns que estariam adossados a paredes servem de ornamento não só à elevação onde se encontra o bobo, como estão também espalhados por aquele grande espaço. Num largo, ao lado da capela, circundado por um pequeno murete que o veda com pequenas pedras e alguns bancos de pedra aproveitados das demolições, encontram-se toscas esculturas de imagens que pertenciam à fachada da demolida igreja dos Remédios. Representam elas São Francisco, A Rainha Santa Isabel de Portugal, sua tia a Rainha Santa Isabel da Hungria e ainda uma outra escultura que uns afirmam ser a representação de Santa Marta e outros Santa Maria Madalena. No centro deste pequeno largo está um simples cruzeiro, feito a expensas da Câmara, em memória do hospital para empestados que D. Frei Bartolomeu dos Mártires, na Deveza da Ponte mandou edificar, conforme se lê na inscrição: ~SENDO ARCEPO DE BRAGA DO. E. BERTOI,A MEV DOS MÁRTIRES OVVE PESTE NESTACI DADE O ANO DE 1570 E OS EMPESTADOS FORAM TR AZIDOS A ESTA DEVEZA~~ Sensivelmente ao lado deste pequeno conjunto encontra-se uma cascata com um lago, e uns bancos que serviriam para descanso se é que aquele espaço estivesse devidamente arranjado. Passamos agora à CAPELA DE SÃO JOÃO DA PONTE O nome adoptado de Ponte deve-se ao facto de ter estado em tempos em frente das pontes que iam para Guimarães - a ponte velha, estreita de um só arco com uma lomba ao jeito das pontes romanas e a então nova estrada para a cidade berço. De acanhada construção e de arquitectura singela, foi mandada reconstruir por D. Diogo de Sousa, aproveitando uma pequena ermida que ali se encontrava e que por certo estava em rumas. Na verga da porta principal está a data de 1616, que se refere a uma reconstrução que de novo sofreu a ermida e quando se construiu o alpendre sustentado por seis colunas toscanas, que como, em outros casos, veio aumentar o lugar abrigado para a quantidade de devotos que ali se juntam, não só nos dias santificados mas muito principalmente nos dias da festa de São João no mês de Junho. E de notar que tanto o interior da capela como os socos do alpendre estão revestidos de azulejos que, segundo parece, pertenceram ao extinto convento dos Remédios. Também na sacristia vários painéis de azulejos de tapete, possivelmente do século XVII, revestem as suas paredes. Como já dissemos num dos altares laterais, está colocada a imagem que pertenceu ao cruzeiro do Senhor da Saúde. Várias outras imagens adornam o interior deste pequeno templo, não podendo faltar a do Santo Patrono. Sob o altar-mor está deitada, em posição de morte, a imagem de Santa Felicidade, que tem muita devoção dos romeiros que nos dias da festa de São João acorrem àquele local. O adro fronteiro é adornado por um paredão recortado encimado por uma grade de madeira sustentada por algumas colunas torsas que vieram também da fachada da igreja dos Remédios. Na parede traseira da capela e num nicho entre colunas torsas, está a imagem de São João, encimada pelas armas de São Francisco, tudo vindo do demolido referido convento. Daqui dirigimo-nos pelo meio do largo até chegarmos a uma pseudo piscina romana, feita aquando dos melhoramentos, nos primeiros anos da República, se fundou em Braga a Empresa de Melhoramentos do Parque da Ponte. Por um portão gradeado, que pertenceu ao antigo Jardim Público
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6ª Parte Daqui saímos pela rua da Fábrica e penetramos na Rodovia, onde se encontra a ZONA DESPORTIVA com os seus campos para a prática de desporto amador - futebol, voleibol, ténis, diversão e onde também se encontram piscinas cobertas e aquecidas e ao ar livre. Um pouco mais à frente deparamos com a moderna ESCOLA CARLOS AMARANTE Escola Secundária de Braga com o seu pavilhão gimnodesportivo e pouco depois outra escola secundária, a DONA MARIA SEGUNDA inicialmente dedicada só ao ensino de meninas mas que agora passou a mista. Possui também um pavilhão e terrenos para a prática de desporto. Retornando vamos até ao cruzamento da Avenida 31 de Janeiro (Gavieiras) onde logo no início encontramos a sede da Delegação Distrital de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa. Prosseguindo avenida abaixo, viramos no primeiro cruzamento à direita para encontrarmos outra escola secundária, a ESCOLA ANDRÉ SOARES nome escolhido do grande arquitecto amador bracarense que entre outras obras nos deixou o Palácio do Raio, o Paço de D. José de Bragança, a Igreja dos Congregados, a Capela de Santa Maria Madalena, na Falperra, o nicho de Nossa Senhora da Torre, a Casa do Rolão, o Arco da Porta Nova, (todas estas atribuídas ao risco de tão profícuo arquitecto) e ainda a documentada Casa da Câmara de Braga. Voltando à Avenida 31 de Janeiro e ao mesmo cruzamento, mas agora virando para a esquerda, encontramos os modernos edifícios da A.R.S. e ainda o novo tribunal, um anseio de muitos anos que movimentou vários bracarenses e que só agora se concretizou. Ultrapassada a ponte sobre o rio Este subimos a Avenida Porfírio da Silva, até ao Bairro Duarte Pacheco, um bairro de habitações económicas, construído e inaugurado nos últimos anos da década de 30 deste século e agora completado por um novo loteamento da Cooperativa Bracara Augusta. Aqui chegados vamos encontrar num cômoro, já na Via da Falperra, uma pequena ermida para atingir a qual se sobe por um pequeno declive que parte de um singelo cruzeiro. Trata-se da CAPELA DE SANTO ADRIAO DA CORRICA uma pequena ermida reconstruída em 1576, como reza a legenda que encima a sua renovada porta principal que diz: ANTÓNIO SOBRINHO TEIXEIRA (que foi vereador camarário) A MANDOU CONSTRUIR (reconstruir) ANO DE 1576. Segundo o Prof. Doutor Padre Avelino de Jesus Costa, no seu valioso trabalho, D. Pedro, 1º. Vol., p. 312, já existia naquele local um templo e que, quanto a nós, deveria ser românico, não só pela data referida mas também porque no seu interior tem vestígios de arcos e construção desse período. Como todas as pequenas capelas da época, tem alpendre sustentado por colunas assentes num soco que sobressai do piso. Estes alpendres serviam para dar uma maior capacidade ao templo. Descendo o declive podemos subir ao miradouro do PICOTO por uma via empedrada, de fácil acesso para um automóvel, e do cimo do qual se abarca quase a Braga inteira, desde o Bom Jesus a Montariol, Sameiro e Falperra, vale do Este e a Avenida da Liberdade a seus pés, a colina da Cividade, as torres de todos os templos que se sobressaem no panorama deslumbrante que aquela elevação nos proporciona e nos mostra. Uma cidade nova que de onde em onde ainda se notam as marcas dos velhos e venerandos edifícios de outras épocas. Também o Estádio, mesmo o seu lado, e de que falaremos adiante, se apresenta numa perspectiva global. Voltando ao sopé do Monte Picoto vamos encontrar um portão de acesso à QUINTA DE SANTO ADRIAO com portão armoriado por um brasão dos meados do século XVI, segundo Vaz-Osório da Nóbrega, em Pedras de Armas e Armas Tumulares», e que são as armas dos Pimentéis. Ao seu lado, no muro da entrada do portão, encontra-se uma fonte chamada de Santo Adrião, encimada pela Cruz Arcebispal, tendo ao lado dois coruchéus. Uma carranca e um tanque completam esta fonte que, conforme descreve o livro de Tombos dos Bens do Senado da Câmara, 1737-1738, é pertença da municipalidade. Deixando para trás este conjunto e prosseguindo na caminhada vamos encontrar uma rua que dá acesso á ESCOLA ALBERTO SAMPAIO nome atribuído a este estabelecimento de ensino, em homenagem ao sábio, arqueólogo, investigador e escritor vimaranense que teve os seus principais trabalhos reunidos num volume, postumamente «Estudos Históricos Económicos», reunidos por seu sobrinho e que versa assuntos como as «Povoas Marítimas», «Vilas do Norte de Portugal», etc. Se guindo encontramos o oratório do SENHOR DO BOM FIM que apresenta uma imagem de Cristo Crucificado, em madeira, encerrado numa alpendrada envidraçada, e que ali foi colocado em 3 de Julho de 1888, portanto já depois de ter sido aberta a nova estrada para Guimarães, pela Morreira. Dirigimo-nos agora para o PARQUE DE SÃO JOÃO DA PONTE recinto de recreio e lazer, onde frondosas árvores proporcionam, pela sua sombra uma agradável fresca nas tardes calmosas de verão. Ao centro um coreto, meio abandonado e estragado por vândalos que não respeitam o que é de todos nós. Nos frisos ainda se podem ver, mutilados por pedradas do rapazio, uns belos azulejos beile êpoque. Quando se desfez o Convento dos Remédios, muitas das pedras que lhe pertenciam ali foram parar, servindo hoje algumas para bancos e mesas e as colunas foram aproveitadas com os pináculos para embelezarem o recinto. Também lá foi colocada a coluna que serviu para suporte do Senhor da Saúde, que D. Diogo de Sousa mandou colocar perto da Sé e que em tempos esteve no Campo das Carvalheiras encerrado numa vitrine envidraçada e coberta por um alpendre. A imagem do Senhor da Saúde, em pedra colorida está colocada num altar na Capela de São João da Ponte, capela de que também nos ocuparemos. A verga da porta principal do Convento dos Remédios estava arrumada num dos extremos e nela se podia ver a data de 1526. A esquerda da capela está uma escultura, popularmente conhecida pelo DIABO MANQUINHO e que pertencia ao Paço de D. José de Bragança e parece querer representar um bobo que servia para divertimento do arcebispo e da sua corte e família. Vários capitéis, coríntios uns e outros barrocos, alguns que estariam adossados a paredes servem de ornamento não só à elevação onde se encontra o bobo, como estão também espalhados por aquele grande espaço. Num largo, ao lado da capela, circundado por um pequeno murete que o veda com pequenas pedras e alguns bancos de pedra aproveitados das demolições, encontram-se toscas esculturas de imagens que pertenciam à fachada da demolida igreja dos Remédios. Representam elas São Francisco, A Rainha Santa Isabel de Portugal, sua tia a Rainha Santa Isabel da Hungria e ainda uma outra escultura que uns afirmam ser a representação de Santa Marta e outros Santa Maria Madalena. No centro deste pequeno largo está um simples cruzeiro, feito a expensas da Câmara, em memória do hospital para empestados que D. Frei Bartolomeu dos Mártires, na Deveza da Ponte mandou edificar, conforme se lê na inscrição: ~SENDO ARCEPO DE BRAGA DO. E. BERTOI,A MEV DOS MÁRTIRES OVVE PESTE NESTACI DADE O ANO DE 1570 E OS EMPESTADOS FORAM TR AZIDOS A ESTA DEVEZA~~ Sensivelmente ao lado deste pequeno conjunto encontra-se uma cascata com um lago, e uns bancos que serviriam para descanso se é que aquele espaço estivesse devidamente arranjado. Passamos agora à CAPELA DE SÃO JOÃO DA PONTE O nome adoptado de Ponte deve-se ao facto de ter estado em tempos em frente das pontes que iam para Guimarães - a ponte velha, estreita de um só arco com uma lomba ao jeito das pontes romanas e a então nova estrada para a cidade berço. De acanhada construção e de arquitectura singela, foi mandada reconstruir por D. Diogo de Sousa, aproveitando uma pequena ermida que ali se encontrava e que por certo estava em rumas. Na verga da porta principal está a data de 1616, que se refere a uma reconstrução que de novo sofreu a ermida e quando se construiu o alpendre sustentado por seis colunas toscanas, que como, em outros casos, veio aumentar o lugar abrigado para a quantidade de devotos que ali se juntam, não só nos dias santificados mas muito principalmente nos dias da festa de São João no mês de Junho. E de notar que tanto o interior da capela como os socos do alpendre estão revestidos de azulejos que, segundo parece, pertenceram ao extinto convento dos Remédios. Também na sacristia vários painéis de azulejos de tapete, possivelmente do século XVII, revestem as suas paredes. Como já dissemos num dos altares laterais, está colocada a imagem que pertenceu ao cruzeiro do Senhor da Saúde. Várias outras imagens adornam o interior deste pequeno templo, não podendo faltar a do Santo Patrono. Sob o altar-mor está deitada, em posição de morte, a imagem de Santa Felicidade, que tem muita devoção dos romeiros que nos dias da festa de São João acorrem àquele local. O adro fronteiro é adornado por um paredão recortado encimado por uma grade de madeira sustentada por algumas colunas torsas que vieram também da fachada da igreja dos Remédios. Na parede traseira da capela e num nicho entre colunas torsas, está a imagem de São João, encimada pelas armas de São Francisco, tudo vindo do demolido referido convento. Daqui dirigimo-nos pelo meio do largo até chegarmos a uma pseudo piscina romana, feita aquando dos melhoramentos, nos primeiros anos da República, se fundou em Braga a Empresa de Melhoramentos do Parque da Ponte. Por um portão gradeado, que pertenceu ao antigo Jardim Público <Avenida Central), penetramos no verdadeiro Parque da Ponte, hoje pertença do Município Bracarense, local aprazível, com um lago, cascatas, bancos para merendas ou descanso e circuitos de manutenção. Por uma rua de acesso vamos agora para o ESTADIO 10 DE MAIO inaugurado em 28 de Maio de 1950, pelo então Presidente da República, General Carmona e outros membros do Governo. No dia da inauguração apresentaram-se as equipas do Sporting de Braga contra o Futebol Clube do Porto e o Benfica defrontou o Sporting lisboeta. Foi um dia de festa para a cidade que regurgito de gente a ponto de os engarrafamentos fazerem com que muitos que antes se tinham dirigido ao Bom Jesus, só alcançassem a cidade já no final dos desafios. Este Estádio, no género do Estádio Nacional do Jamor, feito em pedra, teve o primitivo nome de Estádio Municipal 28 de Maio, mas após o 25 de Abril de 1974, passou a denominar-se ESTÁDIO 10 DE MAIO. Ao seu lado e Avenida Dr. Pires Gonçalves, foi construído o PALACIO DE EXPOSIÇOES E DESPORTOS inaugurado em 24 de Abril de 1987, pelo Presidente da República Dr. Mário Soares. Este recinto onde se passaram a realizar as exposições Agro-Pecuárias, tem servido para muitas outras exposições e manifestações desportivas, vindo assim a suprir uma falta que se fazia sentir na região de Braga, pois trata-se do maior recinto coberto para a prática de todos os desportos que podem e devem utilizar áreas cobertas. Hoje nos espaços livres da construção ao ar livre faz-se a Feira Semanal de Braga, às terças-feiras, prática que já vem desde o tempo do Arcebispo D. José de Bragança - 1747. Assinalando a data da Revolução de 25/4/74, foi inaugurado pelo Dr. Mário Soares o MONUMENTO AO 25 DE ABRIL situado à entrada do recinto do Parque de São João da Ponte e Avenida Dr. Pires Gonçalves, Saindo pelo Recinto do Palácio de Exposições em direcção à ponte de Lomar, deparamos à entrada da rua Conselheiro Lobato, com o pequeno templo da CAPELA DE SANTA JUSTA mandado construir a expensas de Gracia Martins, viúva de Rodrigo Ennes (O Perú>, no ano de 1618, conforme se lê na verga da porta que diz: ESTA CAP.ELA. MANDOV FAZER GRACIA. MZ MOLHR. OVE. FIC.OV DR.. ENES. O PERV. 1618 A Pertenceu ao Morgado de Torneiros. Nele está erecta, segundo Albano Belino, no já diversas vezes citado livro, uma irmandade das Almas por indulgência do Papa Gregório XVI. No entroncamento desta rua de Monsenhor Airosa com a Rodovia encontramos a casa brasonada do Conselheiro Lobato, que entre outras obras mandou abrir a rua que ostenta hoje o seu nome. Foi Presidente da Câmara e Governador Civil, casa que hoje é pertença da Rodoviária de Entre Douro e Minho. Dando um pequeno salto, vamos até à rua Sá de Miranda para no adro fronteiro à nova iqreja de São Lázaro, admirarmos o elegante cruzeiro de São Lázaro, barroco, em gomos, assente num trabalhado quadrilátero, feito em 1735, e que tem sobreposta a imagem de Cristo morto e na base a inscrição: SENHOR DAS NESSE CIDADES REFORMADO A CVSTA DOS DEVOTOS NO ANNO DE 1884 Retornando à Rodovia vamos encontrar, no gaveto que dá para a rua de São Geraldo, a Casa brasonada do Avelar, que, além do seu bom aspecto de casa senhorial, tem no seu jardim vários restos de edificações romanas recolhidas na Colina da Cividade, ao tempo terrenos pertença desta casa. Prosseguindo, ladeira acima, encontramos o CONVENTO DA CONCEIÇÃO hoje Instituto Monsenhor Airosa, nome do benemérito sacerdote que fundou uma casa de recuperação de jovens no Areal e veio mais tarde a ocupar o antigo convento da Conceição, a primeira casa desta ordem fundada em Portugal Continental pelo cónego Dr. Geraldo Gomes. A primeira pedra foi lançada à terra em 1625, tendo sido quatro anos depois concluída, tendo nessa altura sido construída a primitiva igreja, que anos depois, devido ao seu estado de degradação foi destruída e construída a meio da rua. No extremo norte do convento, a actual igreja que como as habituais de clausura, tem a sua porta de entrada para os crentes, situada lateralmente. Neste convento esteve albergada Ana Plácido, a famosa mulher fatal de Camilo Castelo-Branco. O seu interior, de uma riqueza extraordinária é digno de uma visita, não só para admirar o trabalho de talha do seu altar-mor, azulejaria e um magnífico órgão do século XVIII, ainda em funcionamento. Neste Instituto são hoje ministradas várias actividades relacionadas com a vida futura das mulheres, ao mesmo tempo que lhes é facultada a frequência às aulas das diversas escolas públicas de Braga e algumas actividades de formação com vista à reinserção e integração na comunidade. Terminamos aqui a nossa visita à cidade de Braga e pela rodovia chegámos ao ponto de partida PRAÇA DO CONDESTÁVEL. BRAGA, DIA DE NATAL DE 1994 LUIS COSTA
publicado por Varziano às 19:33
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