Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

VARAZIM DE J USÃO

VARAZIM DE JUSÃO Depois de ter feito uma análise nos dois anteriores artigos sobre a história da Póvoa, como a viu o Padre Carvalho da Costa, em 1701, “…povoação antiga com um porto de enseada”, para terminar estas notas e confirmar a afirmação da sua antiguidade. Sabemos que, graças a vários histórico-investigadores que, aquando da romanisão, o espaço que se denominava o alto de Martim Vaz, ao norte junto ao mar, esta parte da costa norte de Portugal era, senão povoada, pelo menos aqui era um local de trabalho pois aqui, um senhor creio que de nome Cruz, talvez engenheiro camarário, por volta dos primeiros anos da centúria de mil e novecentos, em algumas prospecções que ali fez, das quais nos deixou um expressivo mapa descritivo, fez alusão ao achado de uns restos de construções, possivelmente da Vila de Uerazini, e entre esses os alicerces do que seria um tanque que seria provavelmente o local da salga de peixe o que provaria que a arte da pesca, era já praticada de longa data. Pelos documentos existentes ficamos a saber que, nos princípios da nacionalidade, as povoações ficavam distantes da orla marítima, uma maneira de se protegerem dos corsários marroquinos que em ferozes investidas, saqueavam as povoações. Temos o por exemplo, aqui bem ao perto, a cidade de Vila do Conde, e que também por outras e mais razões fica bastante longe do mar. O primeiro núcleo, que originou a RAÇA DOS VALENTES HOMENS DO MAR DA PÓVOA, também se encontrava bem distanciado da língua da maré. O seu local de alojamento era muito perto de ARGIVAI, e até podemos dizer que foi aí que nasceu o povoamento que originou a Póvoa de hoje e, para o confirmar, sabemos que a sede religiosa, era naquela hoje sua freguesia. E era tal o desassossego desta pobre gente que já Dom Afonso Henriques chegou a criar uma defesa marítima para evitar as constantes investidas e saques. Mas a resolução desse instante problema só viria ficar, em parte resolvido, com a conquista do Algarve. Quando da morte de D. Afonso III, ascendeu ao trono D. Dinis, que tinha recebido o Reino do Algarve dado por seu avô D. Afonso III, rei de Castela. Anos passados, em 1307, “na sequência da política nacionalizadora levada a cabo por D. Dinis, e do interesse que o comércio marítimo estava a despertar”, fez parte das preocupações reais a defesa desse comércio, constantemente prejudicado pelas investidas dos piratas. Como tal pensou e organizou uma frota naval, nomeando em 1307, Nuno Fernandes Cogominho, como primeiro Almirante dessa frota. Tendo morrido Cogominho, em 1316, logo no ano seguinte, 1317, nomeou o genovês Manuel Pessanha, para o comando da frota real, encarregando-o de organizar uma armada militarmente eficaz. Por carta de 1 de Fevereiro de 1317, obteve o título de Almirante de Portugal, e em 1341, participou no ataque a Ceuta, ninho dos piratas marroquinos que infestavam a costa do reino dos Algarves. Reunidas as condições para a salvaguarda, dentro do possível, passaram as populações a aproximar-se da costa e aí instalarem-se. Tal foi o que aconteceu com os pescadores que descendo de Argivai, se vieram a instalar junto da enseada e nesses anos, o rei D. Dinis principiou a conceder forais aos habitantes desses novos povoados, como aconteceu em 9 de Março de 1308 ( 1347 era de César ), com o foral concedido ao “Reguengo (terra do rei) de Varazim de Jusaão” E assim, socorrendo-me da publicação de Cândido Landolt, “A PÓVOA LINDA”, (1914), pag. 49, extraio o seguinte : “ Autorizou, pois, D. Dinis, que os agraciados, tanto homens como mulheres e seus sucessores do reguengo do ‘Reguengo de Verazim de Jusaão’, fizessem ‘hy hua pobra’ a qual, já no reinado seguinte, de D. Afonso IV, se chamava a “Bajlia da Poboa Nova de Varazim”. Informa ainda o mesmo autor que “Nessa altura a pequena colmeia se compunha de onze e meio casais, sendo doze chefes de família com suas terras de lavoura e 42 evidentemente dedicados à faina do mar, demonstrando, já por isso e pelos tributos, a importância do pequeno “porto de Varazim”. Apesar do então reino de Portugal, possuir já, pode dizer-se uma armada, a pirataria só mais tarde é que foi banida da nossa costa. Temos notícia dum ataque à Lourinhã, onde foi raptada pelos piratas uma criança, logo a seguir abandonada e recolhida por uns monges, e que veio a ser mais tarde Arcebispo de Braga, companheiro de Nuno Álvares na Batalha de Aljubarrota. Foi ele Dom Lourenço Vicente (1374/1397). E com estas notas termino uma pequena parte da história desta nossa Póvoa, “A Bajlya da Poboa Noua de Varazim”. Braga, 26 de Setembro de 2010 LUÍS COSTA
publicado por Varziano às 17:50
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