Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

BRAGA- rot 3ª parte

3ª parte Quando da visita a Braga da rainha D. Maria II, que se hospedou nesta casa, ali se realizou um grande baile em sua honra. Deve-se anotar que durante muitos anos o Salão Nobre acolheu, em várias noites, a sociedade bracarense, que então se reunia para ouvir música, concertos, e conviver. Além do seu valioso recheio, que pela sua disposição00000000 1m11useológica nos dá a impressão de que, de qualquer ponto e em qualquer momento nos pode surgir o senhor da casa, pois está como se fosse habitada pelos seus antigos proprietários senhoriais. São de destacar os seus belos e cuidados jardins, com fontes e caramanchões coroados por escultur>as, frondosas japoneiras, a cavalariça, a cozinha e a sua sala de exposições temporárias, mesmo ao lado dos claustros onde uma pequena fonte refresca o ambiente. À entrada somos saudados por quatro figuras em pedra, duas como que nos convidam a subir a escada que nos leva ao andar superior, e as outras duas como se a dizer-nos que nos espera uma recepção, onde não faltarão a música e os bailes que naquela mansão se realizaram nos tempos do seu senhorio. Está este palácio classificado como imóvel de interesse público (terreiro, jardins, muralha, todo o conjunto), pelo decreto 37366, de 5/04/1949. Deixando para trás este belo edifício, já na Praça Conselheiro Torres e Almeida, deparamos com a casa onde hoje se encontra o Patronato da Sé, com os brasões dos Cunhas e que hoje é pertença daquela instituição para recolha de crianças em idade pré-escolar. À entrada da hoje Rua D. Frei Caetano Brandão, existia a porta de São Francisco, demolida em 1805. A seguir, encontramos o edifício antigo do Tribunal Judicial, uma propriedade da Câmara, comprada em 1869, à família Costa Pereira (Vilhena), para ali serem instaladas as repartições judiciais. E atribuído este edifício ao risco de Carlos Amarante. No frontão que o encima, estão colocadas as armas estilizadas da cidade de Braga, que ali foram colocadas em 1924, quando os descendentes dos primitivos proprietários sugeriram à Câmara retirar o seu brasão de família, para uma sua propriedade no Distrito de Viana, dando em troca o de Braga. Fronteiro ao tribunal encontramos o edifício da IGREJA DO POPULO mandada fazer por D. Agostinho de Jesus (Castro no século) Arcebispo de Braga entre 1588-1609, por divergências havidas entre o Arcebispo e o Cabido de Braga que não lhe consentiu a fundação de uma capela na Catedral para seus despojos mortais. O Arcebispo lançou os olhos então para o lado poente do Campo da Vinha, para o local onde existia uma pequena ermida e ali mandou construir a igreja e convento que dedicou a Nossa Senhora do Pópulo, inspirada na devoção que tinha trazido de Roma, e a entregou à ordem dos Frades de Santo Agostinho, à qual pertencia. A primeira pedra do Convento foi lançada à terra em 3 de Julho de 1596. Tendo falecido D. Agostinho de Jesus, em 1609, foi sepultado na igreja velha do Convento do Pópulo, até se construir a nova, para cuja capela-mor o trasladaram, 49 anos mais tarde e o colocaram no seu túmulo sob um arco sólido onde ainda hoje está depositado. De fronte para este, também sob um arco sólido, está depositado num túmulo o arcebispo bracarense D. Frei Aleixo de Meneses, que faleceu em Madrid, em 1628, de onde foi trasladado com odor de santidade. Acontecera que, ao abrirem o seu túmulo encontraram o seu cadáver incorrupto e, assim, foi trasladado para Braga. Quando aqui chegou repararam que lhe faltava a cabeça, os pés e dois dedos de uma mão e o seu corpo estava despido. Atribuíram estes factos a, por certo, as pessoas devotas, que acompanharam a féretro, o terem mutilado para fazerem e conservarem suas relíquias. A actual fachada não é a primitiva. Esta foi acrescentada ao gosto neo-clássico, um pouco mais à frente da primeira e o seu traço é devido ao arquitecto bracarense Carlos Amarante. No seu interior é de notar toda a riqueza do barroco e, na feitura de seus altares esplendorosos, trabalhou, entre outros, o artista bracarense Marceliano de Araújo. Todas as suas paredes interiores, tanto as do corpo da igreja, como a dos altares, são da escola de António de Oliveira Bernardes, sendo de notar os do altar de Santa Apolónia que os tem assinalado por este mestre de azulejaria. Ainda se podem ver no pavimento as tampas funerárias em madeira, das sepulturas (carneiros), onde eram enterrados os cadáveres. A torre sineira primitiva estava colocada atrás do altar-mor - torres traseiras - assim chamadas e que foi uma das características da arquitectura religiosa bracarense, da qual há vários exemplos em outros templos da cidade. Esta torre, de que ainda hoje se pode ver o que resta, depois da sua destruição em parte por um raio, está colocada à entrada da rua de 5. Martinho, adossada à igreja. Depois do decreto de 1834, de Joaquim António de Aguiar, do qual resultou a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, o Convento e Igreja passaram para a posse do Estado, tendo sido servido o Convento para alojamento militar e a Igreja para depósito de palha. Mais tarde a Igreja foi entregue à Fábrica do Templo, ficando separada do Convento que continuou para alojamento de várias unidades militares, tendo em 1849, sido ali instalado o Regimento de Infantaria 8, até à sua transferência para o Areal, para um novo quartel. Por troca entre o Ministério da Guerra e a Câmara foi o edifício do Convento entregue a esta para ali se instalarem grande parte dos serviços camarários. Foi a partir deste quartel que saiu a Revolução do 28 de Maio de 1926, comandada pelo Marechal Comes da Costa, cuja estátua em bronze, em corpo inteiro, se vê no largo fronteiro ao Convento. Em 1992, foi publicada no Diário da República, a autorização para que fosse permutado com a Câmara Municipal de Braga, o edifício do Convento para ali se instalarem várias repartições camarárias. Tanto o edifício do Convento como a igreja do Pópulo, foram pelo decreto n.º 129/77, de 29/09/1977, classificados como Monumento Nacional. No ângulo Norte desta praça, encontram-se duas casas possivelmente do século XVII, classificadas como «imóveis de interesse público», em que uma delas apresenta uma escadaria de acesso duplo, com bons arranques e alpendre e a outra com um único acesso mas também de alpendre e arranques de escada. Ao lado destes edifícios, sobressaindo do conjunto destaca-se a CASA MACIEL ARANHA um edifício brasonado, cujo portão e a própria casa foram delineados por Carlos Amarante (cf. Alberto Feio, Uma figura nacional, insigne Arquitecto e Engenheiro, 1748- -1815, pág. 20). Foi classificada como «imóvel de interesse público» pelo decreto 516/71, de 22 de Novembro de 1971. Esta casa também é conhecida popularmente pela CASA DO GATO BRAVO. Entre este notável edifício que embeleza em muito a praça, situa-se na rua Alferes Ferreira, que ladeia a parte poente de um dos maiores edifícios de Braga. O CAMPO DA VINHA (Praça Conde de Agrolongo) Tem esta praça, uma das maiores do país, por limites a Poente o majestoso e imponente Convento do Pópulo (hoje servindo de instalação de vários serviços camarários), tendo a seu lado a igreja do Pópulo, sobre a qual já falámos; a Nascente uma série de edifícios dos quais se destacam alguns de valor, e outros de valor artístico discutível; a Norte, o edifício do Lar Conde de Agrolongo e a Sul uma série de construções adoçadas à antiga muralha e que parte ocupa o antigo seminário de São Pedro e o Recolhimento das Beatas de Santo António. Tem este largo acesso pelo Largo Conselheiro Torres e Almeida e pelas ruas Alferes Ferreira, do Carmo, Capelistas, Justino Cruz, Santo António da Praça e Avenida Visconde de Nesperira. Ultimamente sofreu esta praça um novo arranjo urbanístico. O LAR CONDE DE AGROLONGO É este Lar digno sucessor do primitivo Asilo de Mendicidade, merecedor de uma visita, pois além de ser um exemplo a seguir na dedicação à Terceira Idade, tem aspectos interiores que são dignos de nota como por exemplo o seu claustro que data do século XVIII e a capela da qual nos ocuparemos a seguir. Não obedece a sua fachada à traça anterior, pois foi totalmente modificada sob o traço do arquitecto Moura Coutinho, cerca da segunda dezena do século XX. As obras de construção do novo edifício, devido à generosidade do Conde de Agrolongo, principiaram em 1908 e terminaram em 1914. Em 1592, D. Agostinho de Jesus efectuou a compra no, Campo da Vinha, de Santa Eufémia, como ainda era conhecido, umas moradas de casas, onde mandou construir um Convento que dedicou ao Salvador e o destinou a monjas beneditinas que. até então, estavam alojadas em lugar ermo, em Vitorino das Domas. Diz-se que as obras duraram oito anos e que nelas o arcebispo gastou bastante dinheiro. Ocupa hoje, portanto, o Lar, o antigo Convento do Salvador, fundado como sabemos pelo Arcebispo de Braga, D. Agostinho de Jesus, que ficou instalado no então Campo da Vinha de Santa Eufémia, um dos maiores largos do Pais, senão mesmo o maior, que foi doado à cidade pelo Arcebispo D. Diogo de Sousa que o trocou com o Alcaide-mor da cidade Afonso Costa, por umas propriedades pertença da Mitra, a quinta do Paço de Escariz, em São Vicente de Penso, proporcionando assim aos habitantes da cidade um espaço por onde principiaram a alargar a cidade, fazendo-os sair da estreiteza das ruas medievais, que durante séculos os haviam alojado. Caso curioso se deu com a troca ou escambo deste campo. Foi o que aconteceu com os lavradores de uma freguesia do hoje concelho de Vila Verde. Mas vejamos o que diz o padre António Carvalho da Costa, na sua «Corngra[ia Portuguesa», tomo 1, 2. edição, p. 165,1868: «COUTO DE MOURE Entre os concelhos de Prado, Larim, Vila Chá, tem assento o Couto de Moure, de que é senhor o Arcebispo Primaz por doação do Conde D. Henrique e da Rainha D. Teresa ao Arcebispo São Geraldo, e lhe fez outra no mesmo tempo Nuno Soares de certa herdade, que aqui tinha. Os moradores dele, por serem isentos de Jurisdição Real, e de irem à guerra salvo com os Arcebispos, eram obrigados de foro todos os lavradores (que os nobres não) a cavar-lhe a vinha, que tinha em Braga, a qual mandou cortar o Arcebispo D. Diogo de Sousa para fazer o formoso Campo da Vinha. «Compôs-se então com eles por si, e seus sucessores, que em satisfação destas geyras (obrigações ?) lhe daria cada um quatro almudes de vinho todos os anos, e então orçava pouca quantidade; porque não viviam nele vinte homens: mas por tempos se povou de sorte, que hoje passam de vinte pipas ... » Correia de Azevedo, na sua monografia sobre Vila Verde, diz a pág. 135, e sobre o assunto da quantidade do vinho a entregar ao Arcebispo «mas ~omo a população aumentou chegou a mais de 50 pipas por ano». Por decreto de 1893, foi cedido o Convento, à Associação de Beneficência de Braga para nele serem instalados institutos de solidariedade social, como o Asilo de Inválidos, Asilo de Cegos. A Cerca foi também em parte cedida à Câmara Municipal, para se instalar ali um local para mercado e feira e que ficou conhecido pelo Campo do Salvador. CAPELA DO SALVADOR Integrada no edifício do Lar Conde de Agrolongo encontra-se a Capela do Salvador, mandada construir pelo Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus para dar um lugar de oração às freiras de clausura e que então deu nome ao Convento que passaram a denominar de «O Salvador». A primeira pedra desta igreja foi lançada à terra em 1595. E de destacar todo o interior deste belo templo, não só pela talha do retábulo do seu altar-mor, cujo estilo barroco nacional data de 1736, e é da autoria de Gabriel Rodrigues Álvares, do Couto de Landim, como afirma o malogrado investigador Robert Smith, em «Marceliano de Araújo» na p. 33, nota n.0 76, como pelo tecto da capela-mor e, ainda, o do corpo da igreja, este apainelado, constituído por 40 quadros representando aspectos da vida de Jesus e da Virgem Santíssima. O púlpito desta igreja é atribuído a Marceliano de Araújo. As paredes estão recobertas de azulejos do tipo de tapete, enxaquetados, cuja datação se situa entre os finais do século XVII ou princípios do seguinte. E uma das mais belas composições deste estilo. A sua portada original, que, como diz Albano Belino, em «Arqueologia Cristã», era jónica, foi destruído aquando da feitura da actual fachada. A Igreja foi classificada como «Imóvel de interesse público», pelo decreto 42692, de 30/11/1959. Em 19 de Fevereiro de 1931, foi resolvido pela Direcção do então Asilo, mandar fazer um túmulo para depósito dos restos mortais do benfeitor Conde de Agrolongo - José Francisco Correia, natural de Sande, Guimarães - e colocá-lo sob um arco sólido num dos lados do altar-mor da igreja. COLÉGIO INGLÊS - G.N.R. Seguindo para norte e depois de ultrapassar a Avenida Visconde de Nespereira, fazendo ângulo com a Praça Conde de Agrolongo, encontramos o edifício do antigo Colégio Inglês, que após a República, passou para a posse do Estado e hoje está ocupado pela G.N.R., ali instalada por volta dos princípios dos anos 20 deste século. HOSPICIO DE SÃO BENTO DE TIBAES No ângulo desta praça com a rua do Carmo, encontra-se, completamente remodelado, o antigo hospício dos Monges do Convento de Tibães, e hoje transformado num centro comercial - «Claustro» - valendo a pena dar uma vista de olhos ao seu interior onde se podem vislumbrar as antigas arcadas do claustro beneditino. RUA DO CARMO Antes de entrarmos na rua do Carmo, deparava-se-nos um bom edifício que foi, por questões políticas, incendiado. Foi sede do Partido Comunista, em Braga. Actualmente (1998) totalmente desaparecido. Seguindo esta rua deparamos, ao seu lado direito, com uma grande construção que pertenceu ao Dr. Manuel da Silveira, cavaleiro fidalgo da Casa Real, que ostenta numa cartela ao alto junto ao cunhal do lado direito a inscrição lapidar «Manuel da Silveira fidalgo da casa de Sua Magestade o fez». RECOLHIMENTO DA CARIDADE Nesta mesma rua e junto à casa do Dr. Silveira, havia outras construções, propriedades do mesmo fidalgo, para onde foi transferido um recolhimento fundado por António Pinto, imaginário da rua dos Chãos, que comprou umas casas na rua do Carvalhal, onde instalou um grupo de mulheres piedosas que ensinavam as meninas pobres a ler, escrever e mais prendas próprias da sua condição de mulheres. O Dr. Silveira, fidalgo da Casa Real, ofereceu, em 1785, a sua casa junto ao referido recolhimento para aumento dos cómodos das recolhidas, que usavam o hábito das Trinas. Pelos anos de 1785, esse recolhimento encontrava-se já nas Casas que tinham pertencido ao referido fidalgo na rua do Carmo e que as Recolhidas tinham comprado e na qual foi instalada uma pequena capela da invocação de São João da Mata. As obras de edificação deste pequeno templo terminaram no ano de 1768, sendo benzida em 21 de Janeiro do ano seguinte. pelo padre José de Araújo da Costa, Prior da Apúlia. e a primeira missa foi aqui celebrada no dia 23 do mesmo mes. Aqui se fez sentir, a lei de Abril de 1911, que separou a Igreja do Estado, passando então não só os edifícios como os paramentos, alfaias, imagens, quadros e tudo o que pertencia tanto à Capela como ao Convento para a posse do Estado, representado hoje pelo Governo Civil. Hoje, depois da ruína a que chegaram estes edifícios, foram restaurados e encontram-se lá os serviços oficiais do GAT (Gabinete de Apoio Técnico aos Municípios do Alto Cávado). No átrio de entrada encontra-se, desde há pouco, uma lápide com uma inscrição epigráfica que foi retirada de um poço meeiro e cuja legenda diz: NOBILIS, AC ANTIQUA VOCOR, SUM BRACHARA FID' AUGUSTA HINC TELO TVRRIBUS INDE POTENS HESPERIAE PRINCEPS PRIMATUM LAETOR HABERE ORBIS AD INVIDAM NUBILA CLARA PETO Várias são as interpretações dadas a esta inscrição. Delas damos as que nos forneceram: SOU CHAMADA A NOBRE E FIDELISSIMA BRACARA AUGUSTA PODEROSA EM TORRES E ARMAS. ORGULHO-ME DE TER O PRTMADO DAS ESPANHAS E PARA INVEJA DO ORBE TNTEIRO PEÇO (EXIJO) CEUS LUMINOSOS P. Carllos - Carmelita CHAMAM-ME NOBRE E ANTIGA. SOU A BRACARA AUGUSTA FIEL E PODEROSA NAS MINHAS TORRES, AS PRIMEIRAS DAS ESPANHAS ALEGRO~E DE TER A INVEJA DO MUNDO PORQUE ASPIRO AS ALTURAS lnterpretação livre p. José Mário - Fac. Fil. CHAMAM-ME NOBRE E ANTIGA, SOU BRACARA FIEL E AUGUSTA, PODEROSA TANTO NO SOLO COMO NAS TORRES. ALEGRO-ME POR TER A PRIMAZIA ENTRE AS PRIMEIRAS DA HESPERIA. PARA INVEJA DO MUNDO BUSCO AS NUVENS CLARAS. Cónego Macedo - Cabido são estas as interpretações da lápide que, como se disse, está à entrada do GAT que foi encontrada na parede de um poço meeiro que confrontava com um prédio da rua do Carvalhal. Foi neste edifício do Recolhimento da Caridade, quando administrava a cátedra bracarense D. Frei Caetano Brandão - que se realizou com princípio em 1792 e encerramento no ano seguinte a primeira feira agrícola de Braga. IGREJA E CONVENTO DO CARMO TRAVESSA DO CARMO Fronteira à rua do Carmo e no início da Travessa do Carmo, encontra-se a igreja de Nossa Senhora do Carmo, que tinha anexo o Convento da Ordem. Trata-se de um edifício cuja obra de construção foi iniciada em 4 de Maio de 1654, «logo depois dos religiosos terem largado ao Cabido o campo do Carvalhido, em São Martinho de Dume, e o campo da Deveza, em Urjães» diz Albano Belino na obra já citada. No entanto só em 22 de Outubro de 1655 os religiosos vieram ocupar o seu novo convento, vindo de umas casas das Carvalheiras onde entretanto se haviam instalado. A ordem foi fundada em Braga no dia 1 de Fevereiro de 1635, pelo seu primeiro prelado, frei José do Espírito Santo, natural desta cidade. O interior da igreja é constituído por quatro altares colaterais, ligados interiormente e outros dois no arco cruzeiro, e onde está a Capela do Santíssimo Sacramento que em tempos (não há muito) tinha uma portada em ferro que dava acesso a Capela Relicário, onde estavam mais de quatro mil relíquias de Santos, distribuídas pelas paredes interiores. Hoje essa porta foi tapada e aberta outra no recinto do altar-mor que dá entrada para o relicário. Na sua tribuna encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e ao lado, em peanhas, outras valiosas imagens, como valiosas são as dos altares colaterais e do arco cruzeiro. Destaca-se neste um grande sanefão barroco. Nas paredes alguns quadros a óleo de algum merecimento. Foi a fachada totalmente modificada nos anos de 1915, sob risco do arquitecto Moura Coutinho. No cimo da única torre sineira, foi colocada uma imagem de Nossa Senhora do Carmo que durante a noite se projecta no espaço, dada a sua iluminação eléctrica. Ainda sobre a porta de entrada está colocado o brasão da Ordem Carmelita que pertenceu à primitiva fachada. Destaca-se neste conjunto o relógio e dois anjos colocados sobre as pilastras laterais e ainda duas estátuas relacionadas com a Ordem. Ao lado, muito modificadas, estão as instalações onde residiam os frades. Depois da lei da expulsão das Ordens Religiosas de Portugal, serviu esta casa para aquartelar militares, e serviu também para Hospital Militar, sendo mais tarde comprada por Francisco José Ferraz, de Prado, que veio a trocá-la com a fundadora do Colégio Dublin, que se achava instalado naquela vila, próxima da cidade de Braga, passando então o Colégio Dublin, e depois Colégio do Carmo a ocupá-lo até há muito pouco tempo.
publicado por Varziano às 19:03
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