Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

BRAGA. Rt. 4ª parte

Passemos agora para a PRAÇA DO COMERCIO onde desde os anos 50 deste século se instalou, substituindo o antigo da Praça do Município o novo MERCADO MUNICIPAL que todos os dias está aberto, oferecendo ao público bracarense os mais diversos e frescos produtos de alimentação, verduras frescas vindas das freguesias mais próximas da sede do concelho e cuja principal actividade era a agricultura. No exterior no passeio que o rodeia, uma autêntica feira com todo o seu colorido, oferece desde quinquilharias a roupa feita e calçado numa diversidade de utilizações que, pelo menos à terça-feira e sábado, está num constante bulício. Foi este mercado inaugurado em 28 de Maio de 1956, pelo Presidente da República General Francisco Higínio Craveiro Lopes. Voltando à porta principal deste grande mercado e dirigindo-nos para norte deparamos com uma íngreme rua – rua Abade da Loureira - que nos leva ao Bairro da Misericórdia, um conjunto de casas de renda económica, hoje muitas delas pertença já dos seus moradores, e que foi construído pela Santa Casa da Misericórdia de Braga, graças à ajuda dadivosa daquele grande benemérito que após a sua morte, no seu testamento contemplou as casas de caridade de Braga. A Câmara de então, também pelos anos 50, resolveu homenagear a sua memória atribuindo o seu nome à rua que desde a Praça do Comércio vai em direcção à Avenida Artur Soares. Esta avenida recebeu o nome do antigo presidente da Câmara, depois de ali se ter instalado o novo edifício da cadeia Comarcã. E digna uma visita a esta Avenida que termina, no seu lado Poente, junto ao monte do Castro Máximo, onde existiu um castro, num miradouro sobre as freguesias sub-urbanas de São Martinho, São Jerónimo e Palmeira, algumas das freguesias que fazem parte do vale do Cávado. Nesta avenida, por perto do miradouro, encontra-se desde o princípio deste século, quando foi construída, a Cadeia Comarcã. Voltando à Praça do Comércio e Carmo, seguimos pela rua Gabriel Pereira de Castro, também conhecida popularmente rua da Escoura e isto por ali, nos últimos anos do século passado. ter sido aberto decalcando-a, parte, da cangosta da Escoura. Um pouco à frente, deparamos com a Praça da Galiza, onde está instalada a Central de Camionagem e por aquela Avenida cujo topónimo é Norton de Matos, vamos desaguar na recente variante que tem o nome de António Macedo. A meio da rua, em frente da rua Júlio de Lima, encontramos uma casa apalaçada. que foi propriedade do capitalista e benemérito Júlio de Lima. Julga-se ter sido traçada também por João de Moura Coutinho. Prosseguindo pela Escoura, cruzamo-nos com a entrada da rua das Palhotas, nome tradicional que o povo não quer esquecer, e que dá acesso à citada Avenida Artur Soares. A direita, uma pequena fonte (seca) é o testemunho da sua primitiva instalação à entrada das Palhotas. Umas alminhas, devoção muito espalhada em Braga, e por todo O Minho, estão colocadas ao seu lado e antes da escada de acesso ao magnífico quadro da fachada maneirista barroca da igreja de São Vicente. A IGREJA PAROQUIAL DE SÃO VICENTE Ao cimo da rua de São Vicente, que principia no Largo dos Penedos, encontra-se o templo paroquial desta freguesia, com uma fachada que data da reconstrução levada a efeito em 1691, exuberantemente trabalhada, apresentando ainda uns resquícios do traçado maneirista, mas já numa transição para o barroco. Assim «sobre o traçado maneirista» ([rontaria lisa sem avanços), foram sobrepostos elementos barrocos, como grinaldas, laçaria de rolwerk, enrolamentos copiados da talha barroca que se estava a impor graças aos artistas entalhadores que estavam a receber a influência das gravuras que lhes chegavam do centro da Europa. No seu interior são de destacar as paredes inteiramente forradas de azulejo, azulejo que, o do altar-mor parece ser do século XVII-XVIII, enquanto que o do corpo da igreja é muito mais tardio, possivelmente da última metade do século XIX. Descrevem-nos esses painéis a vida e martírio do Santo Patrono - São Vicente. Notável a talha tanto a do altar-mor como a dos altares colaterais. São do puro barroco primitivo nacional, com enfeites e colunas torsas. Alguns dos principais artistas entalhadores e arquitectos bracarenses aqui trabalharam sendo de destacar André Soares e Carlos Amarante. Interessante, e como pormenor curioso, tem esta igreja três representações da cena de São João a baptizar Cristo - uma está na fachada, outra está na moldura do lado direito do Arco Cruzeiro e finalmente a última no fecho do arco do altar-mor, sobre a tribuna. Várias imagens incluindo a do patrono sobressaem nos altares. Na sacristia, uma valiosa inscrição epigráfica visigótica prova-nos que na era de seiscentos já se usava a terminologia que hoje se utiliza para dar nomes aos dias da semana, usança que se deve, provavelmente, a, cristianização dos bárbaros pelo bispo São Martinho de Dume, que arredou dos costumes tudo que tinha influência pagã, não só como no caso dos dias da semana, com0 ainda, e de resto se usa na vizinha Espanha. E também de chamar a atenção para a Torre sineira característica da arquitectura religiosa bracarense, que por economia deixou de apresentar torres na fachada e passou a colocá-las nas traseiras do altar-mor. Saindo da igreja de São Vicente, penetramos na RUA DR. DOMINGOS SOARES onde vamos encontrar a mole imensa do Liceu Sá de Miranda, antigo colégio dos Padres do Espírito Santo que passou para a posse do Estado, logo após a implantação da república. Estamos agora no LARGO DE INFIAS placa ajardinada em que se pode ver o busto do bracarense Dr. Domingos Pereira, homenagem prestada pelos republicanos de Braga ao ilustre concidadão que foi Presidente do Ministério e exerceu vários cargos públicos logo após a implantação do regime republicano. Aqui se encontra o CRUZEIRO DO SENHOR DAS ÂNSIAS que para este local foi removido do Largo dos Penedos, entre as ruas do Chãos e do Carvalhal. A sua cobertura é sustentada por três colunas com capitéis de estilo coríntio. Fronteiro a esta placa ajardinada encontramos dentro de um jardim gradeado o PALACETE ARANTES construído no inicio deste século para o capitalista brasileiro Adelino Arantes. E uma casa tipicamente brasileira com o seu jardim romântico, lago e fachada na qual se destaca o mirante, habitual nestas construções. A entrada da rua de Infantaria B e já como começo da estrada nacional que nos leva a Vila Verde e Alto Minho, deparamos com a CASA DE VALE FLORES uma casa brasonada do século XVII, que ainda hoje está na posse dos descendentes dos seus antigos proprietários. Junto encontra-se a capela pertença da casa de NOSSA SENHORA DO PILAR que pertenceu ao Bispo de Elvas, D. Alexandre da Silva, a quem sucedeu na posse sua irmã D. Natália da Silva, que por sua vez a deixou à Irmandade de Santa Cruz. Em 1687, data que consta da inscrição que esta sobre a porta principal, fez dela aquisição por compra João Borges Pereira Pacheco, antepassado dos actuais proprietários. A Casa de Vale Flor, bem como a capela de Nossa Senhora do Pilar, estão classificadas pelo decreto 129/77, de 29/09/1977, como imóveis de interesse público. Deixando de lado este palacete, entramos na rua de Infantaria 8 ao fundo da qual deparamos com o hoje QUARTEL DE CAVALARIA DE BRAGA digno sucessor de outros regimentos de cavalaria que se cobriram de glória nos Campos de Batalha. Aqui esteve instalado, e para isso foi construído, o Regimento de Infantaria 8, que já passou a ser denominado por Regimento de Infantaria de Braga, mas que acabou por ser extinto. Estamos agora no AREAL vamos encontrar a CAPELA DO SENHOR DO ALECRIM Estranhamento, Albano Belino não faz referência a este pequeno templo e dai talvez se possa concluir que a sua construção se tenha iniciado tardiamente, aventando mesmo a publicação «III Centenário da Igreja de São Victor», com interrogação da sua construção ser do século XIX, e isto por, como diz «[alta de documentação». No entanto na sua arquitectura singela, parece que os seus iniciadores quiseram ter adoptado um estilo (tardio), pois a sua fachada apresenta sobre a porta um frontão fechado, em ângulo, encimado por um janelão ovalado, com intercepções. No cimo da platibanda uma cruz singela assente sobre um acrotério quadrangular, no qual se notam uns pequenos frisos. Como remate dos cunhais da fachada vêem-se dois pináculos (um em cada lado). Junto à porta de entrada duas pequenas janelas quadrangulares completam o conjunto. A face voltada a Sul ostenta ainda uma grande janela que ilumina o interior que, de notável, apenas tem um retábulo de estilo renascentista (tardio), com uma boa talha bastante bem conservada mas que não apresenta a riqueza de outros semelhantes por não ter sido aproveitado o ouro para o aumento do seu valor. O seu retábulo apresenta ao centro um nicho com pinha onde assenta um crucifixo em granito pintado. A esta pintura deram o nome do Senhor do Alecrim, nome que passou para a Capela e para a Quinta que a rodeia. Prosseguindo e ultrapassando o caminho que nos conduzirá ao lugar das Sete Fontes, voltando à esquerda, por uma estreita via, iremos deparar com o escadório, por um lado e pelo outro uma rampa, que nos conduzirá à igreja e seminário de MONTARIOL situado num dos locais mais aprazíveis e saudáveis da cidade, com a cota mais elevada da paróquia de São Vítor, de onde se divisam extensos panoramas desde o Bom Jesus, Sameiro, Santa Marta, para toda a cidade de Braga e para Sul ainda se vislumbra o rio Cávado e o longínquo mar. A igreja e Seminário de Montariol, é uma robusta construção que assenta no antigo Monte Calvelo, que demarcava, no século IX, um dos limites da diocese de Dume com a de Braga. Comprada pelos Jesuítas, em 1562, foi depois da sua expulsão, vendida a particulares, em posse dos quais esteve até 1890, quando foi comprada, em hasta pública, pelos Franciscanos que ai instituíram um Colégio e Seminário. Para tal tiveram que proceder à renovação da Igreja, que se encontrava em ruínas, e construir as instalações para os frades e alunos. Confiaram a reedificação da igreja e a construção das instalações ao mestre pedreiro Guilherme Pereira, o pai do ilustre bracarense Dr. Domingos Pereira. As obras de restauro da imponente igreja, começaram em 5 de Maio de 1891 e em 27 de Setembro do mesmo ano foi benzida pelo Arcebispo D. António José de Freitas Honorato. A sua fachada austera ostenta as armas de São Francisco. O seu interior, com vários altares abrigando imagens de valor e o seu Altar-mor, num estilo neo-clássico, é digno de uma visita. Saindo deste templo que se divisa de quase toda a cidade, seguindo por um carreiro, sobre as pedreiras, podemos ir até à CRUZ ALTA e, então dai, delirarmos com o panorama que se avista. Retrocedendo e voltando ao começo do lugar do Areal, dirigimo-nos, agora, por um novo lanço de estrada, decalcado na velha via romana, em direcção ao bairro das SETE FONTES e aí, chegados ao cimo, limite da freguesia de São Vítor com a de Adaúfe, veremos um outro pequeno templo, a CAPELA DE CEDOFEITA ou do SENHOR DOS MILAGRES Construída junto ao caminho público, perto do cruzamento que se dirige para a freguesia de Adaúfe e para o Bairro da Alegria e Carreira de Tiro. Esta capela chamada também de Nosso Senhor dos Milagres, foi mandada construir, conforme se lê na inscrição da mesa do altar de granito, pelo lamecense José Custódio Ferreira, convicto de que recebera uma grande graça do Senhor do Milagres. Segundo a crença popular o edificador deste pequeno templo que dantes ficava à margem do caminho dos peregrinos para o São Bento da Porta Aberta, que contribuíram também com as suas esmolas para a sua construção (1090 não deve contar muita antiguidade razão porque Belino não a menciona em «Arqueologia Cristã»), era criado da quinta de Cedofeita, em Adaúfe. A sua arquitectura é também muito singela. Impero aqui o gosto do estilo barroco, muito embora não deve ser desse período. A porta é bem trabalhada, sobrepujada por um frontão recortado, no qual se introduz parte do janelão. As quatro pilastras que fecham o rectângulo da capela são encimadas por outros tantos pináculos em vértice, tanto no fronteiro como no da parte de trás remata-os uma cruz simples. Abandonado este lugar seguimos para o lugar onde é a Carreira de Tiro, apenas para podermos ver o que resta das caixas de água das Sete Fontes mandado fazer por D. José de Bragança, Arcebispo de Braga para abastecimento de água à cidade. De onde em onde podemos ver umas construções cilíndricas encimadas pelo brasão daquele Arcebispo, Príncipe Real. Caixas Com água. Daqui podemos passar ao Bairro da Alegria, desordenado loteamento, principiado a construir, possivelmente clandestino, por volta dos anos 50. Por uma cangosta onde se encontra pelo menos uma casa brasonada, muito mal conservada, chegamos ao loteamento da quinta de Passos. Aí encontramos as rumas de duas capelas cujo patrono foi São Vítor. Trata-se do que resta da capela de São Vitor, Mártir, e de uma outra também em ruínas na quinta de Chedas. Tanto uma como outra servem hoje para acomodação de utensílios agrícolas como até de um estábulo. Dirigimo-nos de novo para o Areal e por essa via chegamos ao LARGO DO MONTE DE ARCOS onde se encontra, desde 1871, o Cemitério de Braga. Deixando este largo, desçamos pela rua de São Domingos, até ao seminário de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - SEMINARIO MENOR (da Tamanca) um conjunto de edifícios, que inicialmente pertenciam à igreja e que em 1911, passaram para a posse do Estado. Ali se instalou um recolhimento de mulheres que vieram de um que tinham na Cangosta da Palha, e que por usarem, como calçado, tamancos, por esta razão ficou conhecido esse recolhimento pelo «das tamancas». Em 1922, sendo os tempos mais favoráveis, quando estava à frente dos destinos da arquidiocese o Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos, e estando estes edifícios à venda em hasta pública, D. Manuel Vieira de Matos, os comprou para neles instalar um seminário de Preparatórios, que denominou de Nossa Senhora da Conceição, por nele ser entronizada a imagem da Virgem Maria, que tinha pertencido à demolida Capela do Paço Arquiepiscopal. Pronto, foi inaugurado pelo arcebispo «construtor» em 1924. Deixando para trás este seminário e prosseguindo pela actual rua D. Manuel Vieira de Matos, chegamos à rua de Santa Margarida, onde, a meio, encontramos um portão que dá acesso ao Paço Arquiepiscopal, instalada na Antiga quinta do Tanque. PAÇO ARQUIEPISCOPAL adaptação da antiga Casa do Tanque, comprada pelo Arcebispo Vieira de Matos, em 2 de Julho de 1920 para ali instalar em edifício próprio (já o ocupava, ma por aluguer) o Paço dos Arcebispos. Na frontaria e ~O] baixo do frontão, vêem-se as armas de fé do Arcebispo D. Vieira de Matos. Esta casa foi mandada edificar, na última metade do século XVII, pelo Cónego Simão de Magalhães de Barros (interroga Vaz-Osório da Nóbrega), tendo sido reedificada na última metade do século dezoito, por Lopo António de Vasconcelos Leite Pereira de Abreu Lima, como refere o mesmo Vaz-Osório na sua obra «Pedras de Armas e Armas Tumulares». Este último Magalhães de Barros, deu o nome à Cangosta do Lopc mencionada na planta de Braga de 1857, e que foi alargada para dar lugar, no final do século passado, à rua de Santa Margarida. Dentro do recinto da antiga quinta do Tanque, junto ao Paço, está o edifício ocupado pela Câmara Eclesiástica, atribuído a D. Felícia de Magalhães da Cunha, filha do Cónego Magalhães de Barros, que mandou colocar na frontaria a pedra de armas de sua família, casa também comprada conjuntamente com a quinta pelo arcebispo D. Manuel Vieira de Matos. A entrada principal para estes edifícios era pela rua de Santa Margarida como atestam os painéis de azulejo que ladeiam a porta. Seguindo a rua de Santa Margarida vamos encontrar a imponente construção mandada fazer por D. Manuel Vieira de Matos, para servir de Seminário Maior. A primeira pedra deste grandioso Seminário foi lançada a 8 de Dezembro de 1928. No frontão do corpo central da sua fachada vê-se o brasão de fé deste Arcebispo, ali mandada colocar pelo seu sucessor D. António Bento Martins Júnior, já que este quis assim homenagear a memória do seu antecessor e iniciador da obra, cuja inauguração teve lugar a 14 de Outubro de 1934, já depois de falecido o arcebispo fundador, D. Vieira de Matos. Hoje encontra-se ali instalada a Faculdade de Teologia que, como a Faculdade de Filosofia, fazem parte da Universidade Católica Portuguesa. Ainda na rua de Santa Margarida, e de frente para o Seminário, encontra-se o Instituto da Juventude e no ângulo com a rua de Camões, o edifício de «O Diário do Minho», jornal diário católico da diocese bracarense. Subindo esta rua, vemos ao seu lado direito uma singela cruz, no chamado Monte da Buraquinha (ou também Cova da Moura) que assinala o local onde o Imperador do Brasil, de visita à monumental cidade de Braga, admirou a sua paisagem, juntamente com o professor do Liceu de Braga, Pereira Caídas. Cerca de 1908, foi colocada sobre uma torre, mesmo ao lado, quando da consagração da diocese a Imagem do Sagrado Coração de Jesus. Também naquele local foi, nos primeiros anos da segunda década deste século, instalado o depósito de água de Guadalupe, o único que durante muitos anos abasteceu de água a cidade. Seguindo esta rua de Camões vamos encontrar, já perto do seu final, o edifício do antigo Seminário de Santo António e São Luís Gonzaga, popularmente conhecido pelo «Seminário da sopa», e que depois de servir de Hospital Militar, está presentemente a ser utilizado pela 2.~ Esquadra da P.S.P. de Braga. Retrocedendo, entramos na rua da Regueira, e aí a meio, depara-se-nos o portão e escadório de acesso ao miradouro e templo de GUADALUPE No ponto onde vemos o templo de Nossa Senhora de Guadalupe e seu miradouro, conhecido tempos atrás pelo «Monte do Reduto», existiu uma ermida dedicada a Santa Margarida, nome que também foi atribuído a esta colina, e que foi demolida no século XVIII para «em seu lugar se construir no ano de 1747, a que hoje existe em forma de cruz grega e dedicada à Mãe de Deus», conforme nos informa Albano Belino na sua obra já várias vezes citada, informação que achamos não estar certa pois Monsenhor Ferreira, nos «Fastos Episcopais», diz que: «... Em 23 de Março de 1725 D. Rodrigo de Moura Telles benzeu a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, novamente edificada no Monte de Santa Margarida ... o que nos leva a considerar que a data da sua fundação deve ser a indicada por Monsenhor Ferreira. Para a sua construção contribuiu o Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, com a importância de 100$000 mil reis, donativo que constava do seu testamento. Contrariamente ao afirmado por Albano Belino, esta capela tem a forma circular, sistema usado no século da sua construção como por exemplo era a mandada fazer pelo arcebispo Moura Telles, no Bom Jesus e que mais tarde foi derribada. A entrada para o interior faz-se por um vestíbulo de três arcos, seguido de um pequeno átrio e vedado por um portão de ferro. Sobre o arco principal, está um nicho que encerra a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Sobre este nicho uma inscrição epigráfica «PROTECAM VRBEM ISTAM 1747». Todo o recinto do adro e terreno circunvizinho é vedado por um muro que partindo da rua de Camões, onde existe um acesso, dobra a rua da Regueira, terminando à entrada da rua do Sardoal, depois do portão principal, cuja entrada se faz por um lanço de escada, lanço que principia na rua de Guadalupe, e é interrompido pelo atravessamento do arruado de novo se iniciando depois do portão. Para a construção dos acessos, muros e escadórios, contribuiu o Barão da Gramosa, que no seu testamento deixou uma elevada quantia para essa obra. Esta capela parece que, por volta do governo do Arcebispo D. Gaspar, esteve para ser alterada, pelo menos na sua fachada. No arquivo da Confraria existe um desenho assinado por Carlos Amarante, apresentando um projecto para tal.
publicado por Varziano às 19:23
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14
15

16
17
18
19
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. ...

. Museu Imagem

. Palacete Arantes

. Inauguração em Braga da e...

. CHAVES -Cidade Hericoica

. fonte campo das hnortas

. Março

. Fevereiro

. Homenagem

. João Penha - definitivo

.arquivos

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds